O livro como imagem do mundo é de toda maneira
uma ideia insípida. Na verdade não basta dizer
Viva o múltiplo, grito de resto difícil de emitir.
Nenhuma habilidade tipográfica, lexical ou mesmo
sintática será suficiente para fazê-lo ouvir. É preciso
fazer o múltiplo, não acrescentando sempre
uma dimensão superior, mas, ao contrário, da maneira
mais simples, com força de sobriedade, no nível
das dimensões de que se dispõe, sempre n-1
(é somente assim que o uno faz parte do múltiplo,
estando sempre subtraído dele). Subtrair o único
da multiplicidade a ser constituída; escrever a n-1.

Gilles Deleuze | Félix Guattari
Fundada em 2011, a n-1 edições chegou ao cenário editorial através da produção de livros-objeto 
numa área transdisciplinar, entre a filosofia, o teatro, a estética, a literatura, a antropologia e a política, abordando os problemas contemporâneos de maneira plural e aguda, relançando-os em novas direções. 
    São publicações que unem a escala industrial à produção artesanal e vão além do suporte básico do
livro – o papel. Sem formatos pré-concebidos, a ideia é que cada edição inaugure novas formas de apresentação. Para isso, o texto é pensado materialmente, resultando na composição chamada
livro-objeto: o livro continua valendo-se da função de leitura, mas passa a ser, também fisicamente,
objeto que convoca sentidos.
    Além de serem (e terem) objetos incorporados, os livros da n-1 edições desdobram-se em eventos
que reverberam as questões teóricas e sensíveis de cada publicação. Entre as realizações associadas
estão: montagem teatral, instalação, curso, palestra, ação, intervenção etc. Assim, expande-se o ato
de publicar, propiciando a criação de novos espaços no/do livro. 
    A confecção desses livros-objeto aciona a multiplicidade, proposta conceitualmente pela editora
e cunhada na expressão “n-1”. Nela, qualquer elemento que aspirasse a uma posição de centralidade é
subtraído para devolver à multiplicidade seus direitos e polifonia. Seguindo a operação da multiplicidade,
a linha editorial da n-1 edições contempla obras que discutem as mais diversas escalas e dimensões da realidade. São trabalhos que tateiam o mundo, cartografando os modos contemporâneos de subjetivação
e contribuindo para a emergência de novas possibilidades, individuais e coletivas.
CORPO EDITORIAL

Editores Peter Pál Pelbart e Ricardo Muniz Fernandes
Direção de arte Ricardo Muniz Fernandes
Assistente editorial Inês Mendonça
Financeiro Leticia Fernandes
Administrativo Veridiana Fernandes
Gerente Pandemia Clara Barzaghi
​​​​​​​Comercial Joana Ferraz, Marina Matheus e Vitor Daneu
Design gráfico Érico Peretta
Mídias sociais Leticia Kamada



Back to Top